Sobre a Obra
Policarpo, um inseto, nasce de um ovo e se vê sozinho em uma mata. Sem saber nada a respeito de si mesmo, começa a procurar outros seres da sua espécie. Mas, por ser raro, não é reconhecido pelos outros com os quais passa a conviver.
À procura da própria identidade, Policarpo envolve-se em uma série de aventuras com vaga-lumes, formigas, borboletas, besouros... até viver a experiência da metamorfose, assistida por uma minhoca com quem bate um papo e deixa fluir emoções e sentimentos de rejeição, tal qual um adolescente.
A partir daí, surge a necessidade de ele se encarar como adulto. Desanimado, Policarpo voa-anda sem rumo até chegar à cidade grande e viver outra desventura, dessa vez entre baratas.
Finalmente, cansado, é apanhado por um entomologista, que o reconhece, classifica-o - portanto, lhe atribui uma identidade - e dá à história um final inusitado.
Assunto/tema: a necessidade que os seres têm de fazer parte de um
grupo, de estar entre seus iguais.
Temas secundários: a discriminação pela diferença; a importância de ser parte de um grupo; o estudo dos insetos; profissões; a personificação de animais.
Acompanha proposta de atividades.
Sobre o Autor
ANA CECÍLIA CARVALHO
Nasceu em Belo Horizonte, MG, é psicanalista e professora da UFMG, autora premiada em concursos nacionais.
ROBINSON DAMASCENO DOS REIS
Robinson Damasceno dos Reis é natural de Itabira, MG. Passou por diversas atividades: turismo, magistério, jornalismo e publicidade. Professor de inglês e publicitário, foi editor e redator-chefe do jornal "O Cometa Itabirano"; da revista "Hora Presente" e do jornal "Imprensa Atual". É colaborador dos principais jornais mineiros e tem trabalhos publicados nos maiores jornais do Rio e de São Paulo. Foi assessor da imprensa oficial, diretor da Secretaria de Cultura, diretor de Jornalismo da TV Minas e presidente da Rádio Inconfidência. É autor de vários livros juvenis e Infanto-Juvenis, além de crônicas, contos e romances. Atualmente trabalha em publicidade, com ênfase em marketing político.
Material complementar
TROCANDO IDÉIAS COM OS LIVROS DA FORMATO
Policarpo, o inseto desclassificado
O livro
Policarpo, um inseto, nasce de um ovo e se vê sozinho em uma mata. Sem saber nada a respeito de si mesmo, começa a procurar outros seres de sua espécie. Mas, por ser raro, não é reconhecido pelos outros, com os quais passa a conviver.
À procura da própria identidade, Policarpo envolve-se em uma série de aventuras com vaga-lumes, formigas, borboletas, besouros, até viver a experiência da metamorfose, presenciada por uma minhoca - com quem bate um papo e deixa fluir emoções e sentimentos de rejeição, tal qual um adolescente.
A partir daí ele precisa se encarar como adulto. Desanimado, Policarpo voa-anda sem rumo até chegar à cidade grande e viver outra desventura, dessa vez entre baratas.
Finalmente, cansado, é apanhado por um entomologista, que o reconhece, classifica-o - portanto, lhe atribui uma identidade - e o conduz a um jardim, onde o espera uma fêmea da sua espécie...
Tema transversal
- Ética: respeito mútuo (o respeito por todo ser humano, independentemente de sua origem social ou cultural; o repúdio a toda forma de humilhação ou violência).
O texto
Questões de interpretação
- Pergunte aos alunos:
- Qual é a idéia principal do livro? Por que ele recebeu esse título?
- Quais os insetos menos abertos às dúvidas de Policarpo? Como foi o encontro entre eles?
- Qual foi a personagem que mais ajudou Policarpo? Como foi essa ajuda?
- A formiga simboliza a atividade industriosa, a vida organizada, mas também o egoísmo, o orgulho e a avareza. Cite frases do texto que podem comprovar isso.
- Existem personagens que representam comportamentos, classes sociais, etc. Na sua opinião, quais as personagens que poderiam representar: pessoas graciosas, bonitas e avoadas; soldados, policiais, militares em geral; pessoas negativas, indesejáveis, marginais; operários de fábricas, trabalhadores assalariados?
- Que personagem você achou mais interessante? Por quê?
- Por que a abelha-rainha, ao acolher Policarpo, temia a opinião do Zangão?
- O que você achou da afirmação das formigas, quando disseram: "Somos a perfeição, ouviu? Perfeição, trabalho e dedicação" (p. 21). [...] somos seres superiores" (p. 22)?
- Quando o formigão diz: "[...] para não piorar nossa fama de bichos cruéis e insensíveis: essa péssima fama espalhada pelas cigarras há tanto tempo..." (p. 25), o que ele quis relembrar?
- Por que Policarpo exagerou, ao dizer: "Acho que já tentei a lista telefônica inteirinha e nada" (p. 31)?
- A frase: "sua boca estaria preparada para cortar, picar, lamber ou nenhuma dessas?" (p. 42) faz você lembrar o quê?
- A maioria das cenas focaliza o campo (com árvores, grama, flores, insetos e ar puro). Como é o cenário no qual Policarpo se encontra com as baratas? Em sua cidade há um ambiente parecido? Onde?
- Cada autor tem um estilo, ou seja, uma maneira própria de exprimir seu pensamento. Na sua opinião, como é o estilo dos autores desse livro?
Questões de linguagem
- Os alunos podem responder oralmente ou por escrito:
- Identifique as personagens da história, ordenando as letras de seus nomes: tabaar; ahnara; alheba; gafiorm; sbocuro; monhiac.
- Por que os autores usaram o masculino na frase: "Vamos ensinar este coisinha a ser formiga" (p. 22)?
- É muito comum usar frases de outros autores, e muitas vezes não se sabe de onde a expressão foi tirada. De quem é o trecho: "neste mundo, vasto mundo"? Faça uma frase, usando um trecho de um escritor na sua escrita.
- Copie do texto: uma gíria; uma ironia; uma onomatopéia; uma palavra ou expressão em outra língua.
- O que são luzes estroboscópias?
- Quais são as características principais da linguagem das baratas? Essa linguagem é parecida com a linguagem de determinadas pessoas? Em caso afirmativo, que pessoas seriam essas?
- Como você interpreta a frase: "[...] e começou uma duvidosa carreira de assaltante de geladeiras" (p. 48)?
- No texto há expressões populares que foram modificadas para se adaptarem ao mundo dos insetos. Procure destrocá-las: "Amanhã bem cedo, asas pra que te quero..."; "Coronel Escaravelho, armado até os chifres".
- Numa narrativa, a escolha das palavras e o modo como são escritas (letras repetidas, letras maiúsculas, grifos, etc.) têm muita importância. Copie alguns exemplos e explique por que foram usadas desse modo.
- Imagine Policarpo "traduzindo" o nome científico dos insetos. (Se não achar a resposta no texto, pesquise.): anelídeos oligoquetos; apis mellifera; aracnídeos; coleópteros; himenopteras; lampirídeos; lepidópteras; ortópteras.
- Na frase: "[...] o chefe apontou para a geladeira, que ronronava na escuridão" (p. 49), atribuiu-se ao motor da geladeira a voz do gato. Experimente fazer o mesmo nas frases: a torneira... naquele velho tanque; o violão... nas mãos do velho boiadeiro; as buzinas... naquele engarrafamento de fim de tarde.
Bate-papo, pesquisa & companhia
- Converse com seus alunos sobre a necessidade que os seres têm de fazer parte de um grupo, de estar entre seus iguais.
- Debate: a discriminação pela diferença. (Lembre que esse texto usa os insetos para falar das atitudes dos homens.)
- Compare Policarpo com o Patinho Feio. Junto com o s alunos observe quais as expressões de Policarpo que revelam a mesma rejeição sentida pelo Patinho.
- Em grupo, a turma pode musicar os trechos cantados pelos insetos, dando o ritmo que sugerem as personagens - por exemplo, rock metaleiro para as baratas; balada para as borboletas; marcha para as formigas, etc. Depois, os grupos podem criar máscaras e usá-las para interpretar as melodias. Se você ou algum aluno tocar algum instrumento, que tal levá-lo para fazer o acompanhamento da música?
- Oriente a turma numa pesquisa sobre: a classificação dos insetos e suas características básicas; as profissões que envolvem o conhecimento dos insetos, como os entomologistas (cuidam dos insetos em geral), os apicultores (criadores de abelhas); o combate aos insetos nocivos (métodos mais eficazes usados em campanhas municipais e estaduais).
- Hora da música: canções que têm o inseto como figura principal. Exemplo: "A barata diz que tem/ uma saia de balão./ É mentira, ela não tem/ Nem dinheiro pro sabão. / Há! Há! Há!/ Hó! Hó! Hó!/ Nem dinheiro pro sabão" (Tigres no quintal, de Sérgio Caparelli, Kuarup).
- Hora da poesia os alunos podem montar em classe uma pequena antologia de poemas sobre insetos. Sugestões: "Aranha", "Borboleta", "Formiga" (Jardim Zoilógico, de Carlos Pimentel, Formato, 1995); "O mosquito escreve", "Figurinhas I" (Ou isto ou aquilo, de Cecília Meireles, Nova Fronteira); "Mosca mosquinha", "Barulhinhos noturnos", "Tudo vaga" (Poemas sapecas, rimas traquinas, de Almir Correia, Formato). Os alunos podem compor seus próprios poemas e incluí-los nessa antologia. Depois, a turma cria um título para a coletânea, lembrando-se de ligá-lo à história de Policarpo. Sugestões: Insetos e Policarpo: enfim juntos; Amigos para sempre; Policarpo & companhia.
Produção de texto
- Os alunos podem desenvolver uma ou mais propostas:
- Recrie outras histórias, misturando as personagens (abelhas, formigas, besouros, baratas) num texto único, dando-lhes nomes próprios, escrevendo novos diálogos e inventando um desfecho bem original.
- Veja a frase: "O vento [...] já varria as folhagens" (p. 16). Crie também um pequeno texto atribuindo ações a elementos da natureza.
- Tente responder em versos: "Me responda você/ Que parece um sabichão:/ Se lagarta vira borboleta/ Por que trem não vira avião?" (Um passarinho me contou, de José Paulo Paes, Ática).
- Resuma, em poucas linhas, a que os autores dizem sobre a "vinda ao mundo" de Policarpo.
- Oriente a turma numa dramatização simplificada do texto, aproveitando os diálogos que já estão prontos e o arranjo das melodias. Para o cenário, use sucata. O que manda é a criatividade.
O projeto gráfico
- Pergunte aos alunos o que, na opinião deles, deveria ter sido ilustrado e não foi. Se quiserem, os alunos podem fazer essa ilustração numa folha à parte.
- Converse com a turma sobre a capa do livro: o que Policarpo parece ver? Como ele responderia a essa pergunta?
- Em grupo, a turma pode escrever, em papel kraft ou cartolina, cartazes despertando o interesse para a leitura desse livro. Mas sem dar pistas do enredo. O interessante é ser misterioso e convincente.
Datas comemorativas