Sobre a Obra
Txopai é o primeiro índio Pataxó a surgir na Terra. Nasceu de uma gota de chuva e, com a sabedoria de quem nasceu primeiro, vai ensinar seus irmãos que surgiram bem depois de outra chuva a caçar, pescar, plantar, enfim, a sobreviver do trabalho, respeitando os recursos naturais. Trata-se de um mito de origem, escrito e ilustrado pelo índio Kanátyo para seus alunos na escola da aldeia dos pataxós, em Carmésia (MG).
Assunto/tema: narrativa poética do surgimento da nação Pataxó, mostrando a harmonia presente nas relações do índio com a natureza.
Temas secundários: lendas, crenças e ensinamentos indígenas; lições de respeito e amor à natureza e ao próximo: o ser humano só pode ser feliz se estiver em equilíbrio com os três mundos que o envolvem: o animal, o vegetal e o que o autor chama de cosmos, ou seja, as estrelas, o Sol, a Lua, os planetas,
o mundo mineral; o índio brasileiro: aculturação e perda de identidade; tribos brasileiras mais conhecidas; a situação atual do índio brasileiro.
Sobre o Autor
KANÁTYO PATAXÓ
"Eu me chamo Salvino dos Santos Braz (Kanátyo Pataxó). Nasci no dia 21 de junho de 1961, na aldeia Barra Velha - Bahia. Desde criança, eu sempre dediquei uma boa parte da minha vida observando as coisas da natureza e pesquisando a cultura de meu povo. Através dessas pesquisas e observações, despertou em mim uma voz tão forte que comecei a fazer algumas letras de músicas falando da natureza e do povo Pataxó. Hoje eu sou professor, passo a maior parte da minha vida ensinando e aprendendo com as crianças e toda a comunidade da aldeia. Ser professor para mim é muito importante, pois através da escola estou reconstruindo e escrevendo a nossa história e levando a voz de meu povo a todos os habitantes da Terra", conta o autor.
Material complementar
TXOPAI E ITÔHÃ
Kanátyo Pataxó
Texto e ilustração
O livro
A história que este livro apresenta é uma das versões de um mito de origem do povo pataxó, e foi contada por Apinhaera, uma das mulheres que sabem mais histórias na aldeia. A versão de Kanátyo para a referida história foi considerada a mais bonita para ser editada em livro.
Temas transversais
- Pluralidade cultural: o respeito aos grupos diferenciados; a conscientização da riqueza representada pela diversidade; a valorização do povo indígena e a constatação da importância de sua cultura, suas crenças e sua sabedoria.
- Meio ambiente: necessidade de um olhar carinhoso para nossas florestas; respeito à natureza; importância da preservação das águas, das matas e dos animais.
- Ética/diálogo/respeito mútuo: a importância de ouvir o outro.
O texto
Questões de interpretação e de linguagem
- Inicialmente, torna-se importante conversar com a turma sobre a maneira usada pelo índio para contar uma história.
- Como Kanátyo contou a história de Txopai, isto é, que frases usou (claras, complicadas...) e como desenvolveu a narrativa (tom saudoso, alegre, triste, revoltado...)? Responda, dando exemplos extraídos do texto.
- O que pensa Kanátyo sobre a felicidade do homem?
Releia a apresentação da professora Maria Inês de Almeida e responda também: você acha que o pensamento de Kanátyo deveria ser o pensamento de todos os povos? Por quê?
- A revista Palavra (n.12, de abril de 2000), na reportagem "prova de resistência" (p. 38-41), fala das barreiras encontradas pelos alunos indígenas , inclusive ameaça de morte , quando estudavam nas escolas da cidade. Você considera importante o fato de haver professores indígenas treinados para lecionar em escolas para as crianças e jovens da tribo? Por quê? Tente apresentar o seu ponto de vista, enumerando três fortes razões.
- No início da história narrada, são nomeados muitos bichos e pássaros. Qual (ou quais) deles você não conhece? Pesquise em uma enciclopédia ou na Internet para ver como ele(s) é (são).
- O índio nascido do último pingo da chuva se encantou com o que viu. Como você descreveria "a água que caminhava com serenidade" (p. 11)?
- Entre as sabedorias trazidas pelo índio, qual é a mais significativa para você? Por quê?
- Pela leitura do texto, o que significaria Itôhã? A ida de Txopai era realmente necessária? Por que os índios ficaram tristes ao tomarem conhecimento dela?
- Que outro título você daria à história?
Bate-papo, pesquisa & companhia
- Proponha uma apresentação em classe sobre pontos importantes levantados pelo livro. O trabalho poderá ser em grupos, com um tempo estipulado para cada apresentação. Os fios condutores podem ser, por exemplo:
- Descendentes dos Krenak, Pataxó, Maxacali, Xavante e outros povos lutam pela preservação da língua, de suas tradições e de sua terra, mas dos seis milhões de índios restaram apenas trezentos mil. Para Marilda Castanha, esta é uma matemática estranha. Em 500 anos não se multiplicou o número dos índios: subtraiu-se (Ver Pindorama, Formato). Como explicar essa "matemática"?
- "Aqui / na América / existiam caciques e pajés. / Outras eram / as formas / de viver / e governar" (Sou louco por ti, América, de Geruza Helena Borges e outros, Terra Editoria). Como viveram e governaram os parentes de Txopai? Imagine a sua organização.
- Como você vê a questão do índio aculturado, vestindo roupa, usando relógio, tênis? Isso significa a perda de suas raízes?
- O livro Txopai e Itôhã é uma das versões de um mito de origem do povo pataxó. O que é um mito? Pesquise outros mitos (também podem ser lendas) sobre o povo indígena, escolha o mais interessante e dramatize-o para os colegas.
- Como o grupo vê a nova política da Funai (Fundação Nacional do Índio) que não pretende mais fazer contato com índios que se encontram isolados na mata? A Funai deve proteger as terras desses índios? O que deveria ser feito: levar os índios a viver junto ao branco ou deixá-los isolados em su
Datas comemorativas
- DIA DO AGRICULTOR (28 DE FEVEREIRO)
- DIA DO ÍNDIO (19 DE ABRIL)
- DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE (5 DE JUNHO)
- DIA DA AVE (5 DE OUTUBRO)
- DIA NACIONAL DO LIVRO (29 DE OUTUBRO)