Sobre a Obra
Quadrinhas que "brincam" com palavras, formando pares "esquisitos", como tesouro e tesoura, carteiro e carteira, figa e figo, entre outros. A última quadrinha estimula o leitor a formar alguns casais 'impossíveis".
Assunto/tema: brincadeira com palavras que, mudando de gênero, mudam de significado.
Temas secundários: o gênero do substantivo; sinônimos e antônimos; "truques" e especificidades da língua portuguesa.
Texto em letras maiúsculas.
Sobre o Autor
SANDRA AYMONE
"Nasci no Rio de Janeiro e, apesar de viver em uma cidade grande, tive a sorte de passar a maior parte da minha infância em uma casa com quintal, cheia de árvores e plantas e onde eu e meus três irmãos pudemos criar um monte de tipos de bichos: gatos, tartarugas, porquinho-da-índia, periquitos, cachorros e outros mais. Quando não estava brincando lá fora, estava enroscada na poltrona lendo e relendo a coleção de livros de Monteiro Lobato.
Quando cresci, estudei Magistério e Publicidade e acabei me especializando em escrever, desde os textos mais sérios - para jornais de empresas, por exemplo - aos mais divertidos.
Antes de começar a escrever livros infantis (já publiquei mais de 30 títulos), ilustrei dezenas deles, criando desenhos para textos de outros autores. Inventar e escrever histórias para crianças é o trabalho de que mais gosto de fazer! Atualmente, vivo em Campinas, SP¿.
Material complementar
Será que pode?
Sandra Aymone / Ilustrações: Alcy
O livro
O texto se apresenta em forma de quadrinhas que brincam com palavras formando estranhos pares, como figo e figa, tesouro e tesoura, carteiro e carteira... entre outros. A última quadrinha estimula o leitor a formar, ele também, alguns desses "casais impossíveis".
O texto
Questões de compreensão e linguagem
Encaminhar as seguintes questões:
Por que o livro tem esse título? Que outro título você escolheria? Se fosse para responder à pergunta-título, que resposta você daria?
- Faça uma lista de nomes de animais cujo feminino é formado apenas pela troca da vogal final.
- Descubra nomes de animais que formam o feminino de modo bem diferente, como boi/vaca; bode/cabra.
- Por que são considerados estranhos os casais apresentados no livro, como tesouro e tesoura (p. 7)? E no plano da fantasia, isso deixa de soar estranho? Por quê? Você conhece algum livro que tenha um casal de personagens com visíveis diferenças?
- Verificar analogias entre bolso e bolsa. O que têm em comum, além da escrita parecida? O texto fala de uma "bolsa sem alça" (p. 15). Ela seria pior que as outras? Por quê? Você conhece a expressão "mala-sem-alça"? O que seria uma pessoa "mala-sem-alça"?
- Por que Dona Figa, ao se casar com seu Figo, "boa sorte já tem" (p. 12)?
Bate papo, pesquisa & companhia
- Conversar sobre a questão da formação de casais, lembrando a sua trajetória desde o episódio bíblico da criação de Adão e Eva.
- O texto envolve o leitor numa teia de rimas e cadência.
Sugerir a leitura ritmada das estrofes, através de leitura teatralizada ou jogral, por exemplo: um aluno lê os dois primeiros versos, e a turma faz o coro lendo os dois últimos.
- Refletindo sobre a frase do livro "Mas existem casais/ (...) que não combinam bem/ como esposa e marido" (p. 5), pedir que os alunos comentem o duplo sentido aí embutido (grafia ou difícil convivência?)
- Encaminhar debates focalizando histórias de casais famosos, como: Romeu e Julieta, Mickey e Minnie, Pato Donald e Margarida, Tarzan e Jane, Popeye e Olívia Palito e aqueles veiculados pelas novelas de tevê do momento. Perguntar sobre o que acham do festejado "final feliz".
Retomando o tema da diferença, perguntar se casais diferentes podem ser felizes e/ou divertidos. Contar ou lembrar a história de D. Baratinha (e como foi feita a escolha do marido). Pesquisar, na biblioteca, outras histórias em que os pares são diferentes, como a do vaga-lume que se apaixonou pela lâmpada (Vaga-lume apaixonou, de Regina Siguemoto, Formato), ou o besouro Osório que se encantou com a abelha Melissa (A abelha adormecida, de Sonia Junqueira, Formato).
- Para enriquecer e ampliar a leitura de Será que pode?, trabalhar com os alunos o livro Um avião e uma viola, de Ana Maria Machado (Formato), em que também se formam "pares impossíveis" em criativos jogos de palavras, tais como: "um amuleto e uma muleta", "uma mão e um mamão", entre outros.
- Mostrar à turma que certas palavras têm a mesma forma para designar os dois sexos, mudando apenas o artigo, como: o colega/a colega; o fã/a fã; o motorista/a motorista; o estudante/a estudante; o artista/a artista.
Professor: não é necessário explicar que esses são substantivos comuns de dois gêneros. Seriam apresentados apenas como curiosidade, preparando os alunos para informações futuras. O mesmo acontece em relação aos substantivos epicenos, aos quais se aplicam as palavras macho e fêmea, para designar o sexo: jacaré macho e jacaré fêmea; peixe macho e peixe fêmea.
Produção de texto
- Sugerir à turma a criação de quadrinhas semelhantes às do livro lido, empregando casais como: o quadro e a quadra; o porto e a porta; o colo e a cola... Se preferir, invente outros. Será ótimo!
- Propor a criação de uma pequena história em que o par romântico seja composto de seres bem diferentes... e que, mesmo assim, se completam e se afinam.
- Formar quatro grupos e propor que elaborem diálogos entre o cigarro
Datas comemorativas