Sobre a Obra
Reflexão de uma criança pequena a respeito da delícia que é a casa da avó. É onde se reúnem os primos, o colo da avó está sempre disponível, a proteção é constante e onde se pode fazer coisas que em outros lugares não são permitidas, como beber gelado, andar descalço, dormir tarde- As comidas na casa da avó são mais gostosas, as tardes são povoadas de histórias que aconteceram; a casa da avó é um lugar só de coisas boas. A única coisa ruim na casa de vovó é a saudade que bate da casa da gente".
Assunto/tema: as delícias da casa da avó.
Temas secundários: família, relações de parentesco; pai-mãe x avô-avó; as proibições e as permissões mais comuns no cotidiano das crianças; adulto x criança.
Sobre o Autor
SONIA RODRIGUES
Nascida no Rio de Janeiro, Sonia é jornalista, escritora, PhD em Literatura pela PUC-RJ e desenvolveu um jogo de criar histórias a partir de sua tese de doutorado em Roleplaying Game. Foi com o jogo Autoria (que pode ser jogado com até sete pessoas, mas pode ser jogado sozinho também) que Sonia escreveu a coleção Reconstruir de novelas que atualizam os grandes mitos universais.
Sonia escreve contos, romances, roteiros, teatro. Tem vários livros publicados, prêmios de literatura, teatro e vídeo.
Material complementar
TROCANDO IDÉIAS COM OS LIVROS DA FORMATO O livro O texto, uma narrativa ágil e direta, aborda a vida na casa da avó, com suas "deliciosas" atividades: andar descalço, dormir embolado, beber gelado, dormir tarde, ouvir histórias e escovar os dentes só na hora de dormir... Tudo o que não pode ser feito na própria casa, na casa da avó pode. O desfecho é inesperado. O texto Questões de compreensão - O texto traz frases curtas, objetivas, num estilo bem ao gosto da criança. Dentre as coisas boas da casa da vovó, o que os alunos escolherão como a melhor? Fazer a votação e comentar as escolhas. - A narrativa apresenta uma avó justa, agradável, alegre, bem à maneira de D. Benta, do Sítio do pica-pau amarelo. O que ela faz que comprova cada uma dessas qualidades? - Os netos são de idades diferentes. Como a avó resolve o problema da diferença de interesses e o desejo que os maiores têm de "mandar" nos pequenos? " As histórias que a avó conta não são histórias de livros. Serão histórias mais bonitas? Por quê? Professor, você pode fazer um teste com os alunos, lendo uma história e, em seguida, contando uma sem o auxílio do livro, para sondar a preferência. Bate-papo, pesquisa & companhia - Conversar com os alunos sobre histórias de assombração. Eles gostam desse tipo de história? Por quê? Se souber uma, contá-la. - Propor que os alunos pesquisem sobre a vida dos ciganos, dos marinheiros, e as tradições de povos distantes. (A pesquisa deverá ser proposta no nível da 1ª série, de modo que possa enriquecer os conhecimentos das crianças sem entulhá-las com informações em excesso.) - Propor os seguintes temas para debates: - Na casa da vovó é permitido brincar com qualquer vizinho, pobre ou rico. Isso é bom? Por quê? - Ajudar em casa: quem ajuda? Fazendo o quê? Lavar roupas, lavar pratos, arrumar a cama são tarefas que devem ser aprendidas? Por quê? - A casa da avó é comparada com um acampamento. Perguntar aos alunos se têm alguma experiência de acampamento, e propor que contem essa experiência. - Levar para os alunos dois poemas do livro Casas, de Roseana Murray (Formato): "Casa de avó" e "Casa da sogra". Sugerir que misturem elementos de ambos e criem um terceiro poema, que poderá se chamar "A melhor casa do mundo". - Cantar, com os alunos, A casa, de Vinicius de Moraes (disco Arca de Noé, Rio de Janeiro, gravadora Ariola). - Os alunos que quiserem poderão falar das coisas boas e ruins que existem nas casas das próprias avós. O projeto gráfico Pedir que os alunos observem bem a capa. Antes de lerem a história, perguntar: - Pela capa, que história será essa? - A expressão da mulher e a posição do cachorro, na capa do livro, podem ser interpretadas de que maneira(s)? - A folha de rosto (p. 1) é extremamente significativa. Uma verdadeira diabrura... Sugerir que criem uma história baseada na cena. Se os alunos quiserem, podem dar nomes aos personagens. O cachorro desempenha um papel interessante na narrativa. Pedir às crianças que falem de sua participação na história, até o momento em que seu rabinho se funde com a linha-limite do jogo (p. 14). - A ilustradora se divertiu muito e divertiu os leitores, certamente, com os exageros do seu traço, sobretudo quando alongou pernas e braços. Por que ela usou esse recurso? (Professor: certamente, para significar a extensão do espaço de afeto, de cuidado, sabedoria, compreensão que a avó oferece aos netos.) - Levar os alunos a observarem também a ilustração da contracapa. O que pode acontecer? Será que vai acontecer outra história?... Quem quiser, pode reinventá-la! - Propor que os alunos desenhem a cena do livro que, na opinião deles, faltou ser ilustrada.
Datas comemorativas