Tem de tudo nesta rua...
Marcelo Xavier / Textos e ilustrações
O livro
É um livro que traz cenas do cotidiano vividas por personagens que trabalham nas ruas: o pipoqueiro, o camelô, o lambe-lambe... O texto é simples, direto, cheio de poesia. As ilustrações, criadas em massinha de modelar, encantam o olhar pela riqueza de cores e detalhes, tornando a leitura ainda mais prazerosa.
O texto
Questões de compreensão e linguagem
- O livro começa falando sobre o pipoqueiro. Suas pipocas são comparadas com uma coisa muito bonita. O que é? Você já havia pensado nessa semelhança?
- Em "Tem comprador de papel velho& " (p. 6), o texto aponta para a questão da saudade, de coisas que ficaram pra trás. Retirar do texto expressões que podem comprovar isso.
- As palavras têm, muitas vezes, outros sentidos que ficam embutidos no texto. Basta olhar melhor para perceber. Lendo: "Comprando notícias velhas,/ coisas vistas e revistas" (p. 6), comente com os alunos sobre as revistas que, ao se tornarem velhas e manuseadas, tornam-se coisas revistas.
- As palavras, quando mudam uma letra, mudam de significado. Ver "Com uma banca e um banco", no texto "Tem camelô...". Banca, banco (móvel para assento), banco (estabelecimento comercial de crédito e transações de valores) e banco (lugar para estocagem: de dados, de sangue, de livros etc.).
- Na banca do camelô, todo mundo é bem-tratado. E nas lojas, acontece o mesmo?
- O autor traz a poesia para bem perto do cotidiano dos vendedores ambulantes. Por exemplo: o moço do algodão-doce deve ser um anjo, pois vende flocos de nuvens. Complete as frases, procurando também poetizar as comparações:
- O verdureiro deve ter loja de festa, pois .......................................................
- O pipoqueiro deve ser florista, pois .............................................................
- Quando os balões escapam, num minuto estão no céu, que já deve estar lotado deles... E lá, para que servem?
- O texto apresenta muitos sons que imitam o barulho do objeto. São as chamadas onomatopeias. Como é o barulho: da pipoca rebentando?/ do sino do comprador de papel velho?/ da buzina do carrinho de algodão-doce?/ da máquina do lambe-lambe?/ E o camelô? Como chama a freguesia?
Bate-papo, pesquisa & companhia
- Converse com os alunos sobre: cultura popular; profissões da economia informal; a beleza e o colorido das ruas; os tipos populares que quebram a aridez das cidades.
- Proponha aos alunos que brinquem de modelagem, fazendo peças que representam o vendedor ou a sua mercadoria; fazendo cenários etc.
- Comente a frase abaixo do título, na p. 1: "Abra a porta de todos os sentidos para entrar no mundo da rua..."
- O lambe-lambe é uma figura quase em extinção nas grandes cidades. Onde ele ainda pode ser encontrado? Numa novela de tevê, um lambe-lambe, que trabalhava numa companhia de Rodeios, chamava-se Bob Lamb. Experimente dar nomes engraçados e significativos também para: o pipoqueiro/ o comprador de papel velho/ o vendedor de algodão-doce/ o vendedor de balões/ o camelô.
- Faça a leitura bem expressiva do texto, apresentando-o em forma de teatro de bonecos. Um aluno lê o texto e outro manipula o fantoche (que pode ser feito de modo bem simples: de vara, de rolo de papel higiênico, de meia velha, ou apenas desenhado num papelão e colado na ponta de uma varinha). O que vale é o entusiasmo, a sensibilidade para com a leitura do texto.
O projeto gráfico
- Proponha aos alunos que observem os detalhes das ilustrações:
- Onde o pipoqueiro aparece? Como é possível precisar o lugar, se não há placas nem letreiros?
- Na carrocinha do comprador de papel velho há caixas e material amarrado. Que pacote é aquele com o nome "JÁ ERA"?
- Que elementos engraçados, bem-humorados podem também ser observados? Observe com cuidado todas as páginas.
- A ilustração do camelô dialoga com a ilustração no segundo plano. Comente com os alunos, por exemplo: a expressão do lojista/ o nome das lojas/ as lojas desertas x a banca do camelô cheia/ a questão dos preços nos dois locais.
- A ilustração do vendedor de balões: duas vozes querem conquistar o público (o vendedor e o propagandista da Campanha do Verde). Quem agrada mais?
- Note a cercadura das páginas à esquerda. Que objetos circulam os textos? Por quê? Esse recurso foi usado só pra enfeitar?
- Na última página, não há ilustração: só uma pergunta. Procure respondê-la (falando, escrevendo, desenhando& ).