Sobre a Obra
Textos em versos, com métrica e rima, que contam a história de Leo, o menino que "chutou a bola pro alto,/tocando na Lua,/que caiu no asfalto/no meio da rua". A partir daí, a confusão está criada: a bola no céu, a Lua no chão, a escuridão, e os meninos da rua sem bola para brincar. Depois de muita aflição e vigília, a bola tendo sumido "foi para o Japão" e voltado, a Lua tendo adormecido no chão e acordado, alguém tem uma idéia para resolver o problema... Correm atrás de Leo, pois ele era o único em condições de desfazer o acontecido. E assim foi: Leo, um craque, chutou a Lua de volta para o céu. E a bola voltou a rolar na rua, sob o brilho da Lua que, no céu, sorria faceira.
Assunto/tema: fantasia sobre a troca de lugar entre a Lua e uma bola.
Temas secundários: realidade x fantasia; linguagem poética; jogo de palavras; rima; associação (Lua-bola, pela forma); noite/dia, Sol/Lua; fases da Lua; brincadeiras de rua; reações comuns das pessoas diante de uma coisa malfeita, de uma "arte'; intertextualidade (referência a outras obras dentro de determinado texto no caso, a Mandrake, o mágico, personagem de história em quadrinhos).
Sobre o Autor
ALEXANDRE AZEVEDO
Nascido em Belo Horizonte, no ano de 1965, Alexandre Azevedo é professor de literatura brasileira e portuguesa em colégios de Ribeirão Preto e região. Autor de mais de quarenta obras, entre infantis, juvenis e adultas.
Material complementar
A lua e a bola
Alexandre Azevedo / Ilustrações: Humberto Guimarães
O livro
É um texto em versos, com métrica e rima, que conta a história de Leo, o menino que "chutou a bola pro alto, tocando na Lua, que caiu no asfalto, no meio da rua". A partir daí, a confusão está criada: a bola no céu, a Lua no chão, a escuridão e os meninos da turma sem a bola para brincar.
A beleza e a simplicidade da história ficam por conta da emoção que o autor derrama nas estrofes cheias de ritmo e encantamento.
O texto
Questões de linguagem
A linguagem poética é prontamente percebida. As palavras Lua e rua definem dois espaços ambivalentes: fantasia e realidade. Observar com os alunos essas duas palavras: o que têm em comum? Que tipo de coisas elas "prometem", na opinião dos alunos?
Observar também outros elementos que se opõem: céu e asfalto; noite enluarada e noite num breu; Brasil e Japão; subir e descer; a rua e o mato. Ampliar essa lista de pares opostos com elementos fora do texto.
A sonoridade: chamar a atenção para as aliterações (predominância de sons iguais ou semelhantes), como em "na rua a rolar" (p. 21).
Estudo das rimas: fazer uma lista das rimas encontradas no texto, levando em conta as terminações com a mesma grafia (a), e com grafias diferentes, mas com a mesma sonoridade (b). Exemplo: rua e sua (a)/Leo e céu (b).
Uso de maiúsculas: copiar do texto os nomes de pessoas e países. São nomes próprios e por isso são escritos com maiúsculas.
Ver p. 19: Leo soltou uma bomba. Que bomba? Explicar o uso dessa imagem.
Questões de compreensão
Por que Leo se refugiou no mato? Onde se refugiaria uma criança de cidade grande, em situação semelhante à de Leo?
Leo teve intenção de fazer o que fez? Justifique sua resposta.
Bate-papo, pesquisa & companhia
Brincar com as vogais, colocando também as frases numa disposição gráfica de poema:
No meio do mar tem o...;
no meio do céu tem o...;
no meio do rio tem o...;
no meio do sol tem o...;
no meio da lua tem a...
Ai que lua bonita pra chuchu!
Verificar no globo terrestre as posições do Brasil e do Japão, concluindo a observação com a análise da ilustração da p. 11.
Perguntar aos alunos se já ouviram falar do mágico Mandrake, personagem da história em quadrinhos. Que outros mágicos conhecem?
Conversar sobre a opinião que os alunos têm a respeito do que aconteceu na história. Na realidade, é possível a Lua trocar de lugar com uma bola? Por quê?
Como os alunos imaginam o lugar onde se passa a história? Construir uma maquete, usando sucatas. Por exemplo: as casas podem ser feitas de caixinhas de cosmético ou remédio; a grama, de retalhos de papel crepom, etc.
Produção de texto
Transformar o texto poético em prosa poética, se possível, lembrando que a graciosidade pode residir na singeleza das imagens evocadas.(E como é difícil conseguir esse efeito!...) Os alunos podem usar expressões do livro.
Escrever para Leo e seus amigos, comentando o que aconteceu com eles, contando o que achou do texto, das ilustrações, etc.
Escrever para o autor e/ou para o ilustrador, aos cuidados da Formato, comentando o livro.
O projeto gráfico
As ilustrações de Humberto Guimarães dialogam com o texto no mesmo tom de ternura. Cada aluno deve escolher a página mais bonita e verificar se é mesmo verdade aquele ditado que diz: "Gosto não se discute..."
Comparar a expressão e o gesto do menino da folha de rosto (p. 3) com a ilustração da última página (p. 22).
Fazer a "leitura" da capa do livro: o desenho do círculo; o azul como fundo; as letras do título, etc.
Datas comemorativas