Voltar
 

Para que esta homepage?

Por que Internet?

"É preciso navegar. Deixando atrás as terras e os portos dos nossos pais e avós, nossos navios têm de buscar a terra dos nossos filhos e netos, ainda não vista, desconhecida." (Nietzsche)

Há alguns anos, um professor, muito experiente, em um congresso de informática para a educação, apresentou um interessante trabalho que mostrava números estarrecedores sobre o crescimento vertiginoso da produção científica, cultural e artística da humanidade. Dizia ele: "Imaginem vocês todo o conhecimento humano (todos os livros escritos, todas as músicas e quadros existentes, todas as descobertas científicas etc.), enfim toda a produção humana até o ano de 1750. Pois bem, estima-se que todo este conhecimento dobrou entre 1750 e 1900. Cento e cinqüenta anos foram suficientes para multiplicar por dois todo o acervo anterior a esta data. Estima-se ainda que esse volume dobrou mais uma vez até 1950, levando desta vez apenas 50 anos. Acredita-se que em 1975 mais uma vez ele duplicou. Encurtando toda essa história: hoje em dia, estima-se que a cada 3 anos (pasmem, 3 anos apenas!) dobra toda a produção intelectual da humanidade".

Gostaríamos de convidá-los para meditar um pouco sobre esses dados. Observem em que velocidade vertiginosa cresce a quantidade de informação disponível. Um estudante de medicina, por exemplo, que passa 6 anos na faculdade, atravessa dois desses períodos em que o conhecimento é duplicado. O que dizer, então, se ele fizer residência ou especialização? Conteúdos aprendidos no primeiro ano poderão eventualmente ser modificados ou - quem sabe? - até desmentidos quando ele chegar ao final do curso.

E nós? Estaríamos preparados para esses novos tempos? Por acaso dominamos técnicas suficientemente rápidas de transferência de informações? A educação formal precisa urgentemente adequar-se a essa nova realidade: é preciso encontrar modos mais eficazes, mais rápidos, mais motivadores para trazer esses dados a nossos alunos. Apenas a lousa e o giz não podem mais dar conta do recado; a biblioteca da escola muitas vezes é insuficiente.

Neste contexto surge a Internet, uma rede mundial de computadores, sem dono, sem fronteiras, que permite que pessoas do mundo todo garimpem informações de modo rápido e barato. Um aluno do Ceilão pode acessar a homepage do Museu do Louvre e conhecer as obras de arte maravilhosas que se encontram ali. Um aluno brasileiro pode acessar páginas da NASA, saber mais sobre astronomia e lançamentos de sondas espaciais, ou visitar o site do Aquário de Monterey para pesquisar ecossistemas marinhos da costa do Pacífico ou, ainda, conversar com colegas de outros países através do computador, trocando informações e experiências. Essa verdadeira teia mundial de comunicação está aproximando alunos e professores do mundo todo, derrubando fronteiras e desmantelando preconceitos; ela já contribuiu e poderá contribuir muitíssimo mais para o nosso trabalho de educador. Afinal de contas, como nos lembrou Galileu Galilei: "Não se pode ensinar tudo a alguém, pode-se apenas ajudá-lo a encontrar por si mesmo." Esta frase, de alguma forma, retrata de maneira feliz o espírito da Internet.

Por que uma homepage para nosso livro?

"Os sonhos são os mapas dos navegantes que procuram novos mundos." (Rubem Alves)

Os autores em geral, e em particular de livros didáticos, como nós, padecem de um estranho mal. Quando nossos livros ficam prontos, olhamos para eles com aquele olhar de um pai que vê pela primeira vez seu filho recém-nascido; no entanto, temos uma certeza que nos angustia um pouco: nada mais poderá ser mudado nele até a próxima edição, daqui quatro ou cinco anos. Mesmo que surjam grandes idéias, novos exercícios, experimentos fantásticos para propor ao professor e seus alunos, formas mais didáticas de expor um assunto, que poderiam ajudá-lo em suas aulas, nada mais pode ser feito até uma nova edição. Além disso, não temos como atualizar, por exemplo, novas descobertas que aconteceram depois da impressão dos livros. Um exemplo: logo após nosso livro ter sido lançado, o mundo viu estupefato os atentados terroristas nos Estados Unidos. Junto com eles vieram aqueles casos de antraz, transmitidos por bactérias entregues via correio. É claro que é preciso que os professores se informem sobre o que é o antraz e passem esse conhecimento a seus alunos. Esse é um assunto de tamanha importância que não pode esperar por uma nova edição. E aí, o que fazer? A imprensa divulgou esta notícia com um certo destaque, os professores puderam informar-se sobre o assunto, mas os enfoques nem sempre foram adequados, ou suficientemente científicos. O professor certamente necessita de algo um pouco mais técnico, que possa digerir e eventualmente aproveitar para trabalhar com seus alunos.

A necessidade de dinamismo nas propostas didáticas e de atualizar dados nos fez pensar em uma homepage na Internet para a nossa coleção Ciências - Entendendo a Natureza. Temos a convicção de que ela irá contribuir para dar ao nosso livro uma característica interativa, viva. Nela, o professor poderá encontrar atualizações, novos experimentos, textos sobre descobertas científicas recentes etc. Tudo isso poderá ser encontrado na Biblioteca de Atualização, presente nesta página da Internet.

Em Explorando a Coleção, você encontrará uma descrição, com exemplos, dos livros, além de tomar contato com a estrutura da obra. Esses dados também podem ser obtidos no Manual do Professor; caso você não o tenha, pode requisitá-lo à Editora Saraiva. Para isso Cadastre-se na Saraiva e peça o seu.

Nossa homepage pode também ser um modo de nos aproximar de você, professor, através do correio aletrônico. Através dessa maravilha chamada e-mail poderemos trocar idéias, receber sugestões, críticas e responder a suas dúvidas com maior rapidez. Na opção Autores, você poderá encontrar nossos endereços eletrônicos e enviar sua mensagem, podendo dirigi-la a um de nós. Caso prefira dirigir-se ao conjunto de autores, sem especificar qual, use a opção Escreva-nos.

Nossa intenção, colega professor, é oferecer esta contribuição para que seu trabalho flua com mais facilidade. Como educadores que também somos, sabemos como é trabalhosa a atividade do dia-a-dia com o aluno. Sabemos das dificuldades em se encontrar material, textos, atividades etc. que tornem nosso trabalho mais eficiente. Mas estamos também conscientes de que essa é a atividade que escolhemos, e que os resultados com nossos alunos acabam sempre valendo a pena: "Ensinar é um exercício de imortalidade. De alguma forma continuamos a viver naqueles cujos olhos aprenderam a ver o mundo pela magia da nossa palavra. O professor assim não morre jamais." (Rubem Alves)