Ciências - Entendendo a Natureza Os gorilas falantes


Embora nossos ancestrais provavelmente não fossem parecidos com os gorilas, os seres humanos e os gorilas têm ancestrais comuns e estão mais relacionadas do que se supunha antigamente. Tal como nós, esses animais têm dois braços e duas pernas, 10 dedos nos pés e nas mãos, não têm cauda e têm características faciais muito semelhantes.
O gorila é o maior primata vivo, podendo alcançar mais de 1,80m e pesar ao redor de 230 kg. Apesar de seu imenso tamanho e força, esse enorme animal é incrivelmente gentil e inteligente. De maneira semelhante aos humanos eles usam ferramentas, cuidam dos filhos, mostram emoções e até se comunicam uns com os outros. Os gorilas não têm cordas vocais, por isso não podem falar, mas estudos têm demonstrado que eles podem aprender a compreender a linguagem humana e se comunicar conosco usando a linguagem dos sinais.
Koko, uma fêmea nascida em l971, foi o primeiro gorila a aprender a linguagem dos sinais. Nos últimos 25 anos , Koko ela mais de mil sinais, que ela usa para se comunicar com as pessoas e com seu amigo Michael, outro gorila que também aprendeu a linguagem dos sinais. Estudos semelhantes têm sido feitos com os primatas mais próximos, como os chimpanzé o os orangotangos, usando tanto sinais como linguagem simbólica.
Dra. Francine Patterson é uma das mais conceituadas pesquisadoras na linguagem dos primatas. Ainda como estudante na Universidade de Stanford, em 1972, começou o trabalho com Koko, que tinha um ano de idade na época. O trabalho com Koko é a mais longa experiência realizada com um gorila. Koko progrediu mais do que nenhum outro animal com a linguagem dos sinais, sendo capaz de revelar seus pensamentos e sentimentos, dando uma visão única do ponto de vista dos gorilas sobre o mundo. Dra. Francine Patterson criou a Fundação Gorila para proteger e preservar os gorilas na sua luta para sobreviver na floresta pluvial africana que está rapidamente desaparecendo.

Traduzido e adaptado do site
http://www.discovery.com/conv/ wilddiscovery.html ,
por César, Sezar e Bedaque.

 

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