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Mogno, catalisador da destruição da Amazônia Ao redor de 5 milhões de km2, centenas de milhares de espécies vegetais e animais, muitas ainda desconhecidas, mais de 120 espécies de árvores por hectare. Indiscutivelmente, essa descrição corresponde a um imenso reservatório de biodiversidade: a Floresta Amazônica.
Em grande parte, a destruição da Floresta é catalisada pela derrubada de mogno, principalmente em terras de índios ou em áreas protegidas, sem fiscalização por parte das autoridades. A destruição das árvores é tão intensa que os caminhões viajam hoje por centenas de quilômetros para chegar ao mogno. As longas estradas abertas para o transporte da madeira, por sua vez, facilitam o acesso à floresta a agricultores sem terra e a criadores de gado que derrubam a floresta e promovem queimadas. Estima-se que 3000 km de novas estradas tenham sido abertas apenas no Estado do Pará, para a derrubada do mogno.
Aparentemente, no entanto, nem tudo está perdido. Em julho de 1996, um importante decreto foi assinado pelo Presidente da República, com duas determinações principais:
Além disso, uma medida provisória reduziu a área desmatável para a agricultura em regiões florestais de 50% para 20%. De acordo com o IBAMA, 6 milhões de dólares seriam gastos num programa de fiscalização com 650 agentes, 120 veículos, 30 barcos, e patrulhamento aéreo. A combinação dessas duas medidas (o decreto e a medida provisória), se tudo der certo, irá provavelmente diminuir a velocidade com que a Floresta vem sendo destruída. Texto
traduzido e adaptado pelos professores César, Sezar e Bedaque |