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Eclipse total do Sol (26 de fevereiro de 1998)

Um dos fenômenos naturais mais impressionantes que a natureza pode nos proporcionar é sem dúvida um eclipse total do Sol. Visível apenas de alguns poucos locais privilegiados da Terra, fatalmente impressiona todos aqueles que têm a oportunidade de observar um deles. A faixa da superfície da Terra coberta pela sombra da Lua em um fenômeno como este nunca tem largura acima de 270 km, o que limita muito a quantidade de pessoas que podem vê-lo. Aquele que teve esta chance certamente não esquecerá nunca mais aqueles poucos minutos em que anoitece com o Sol ainda alto no céu.

A sombra da Lua projetada na Terra durante um eclipse do Sol cobre pequenas áreas da superfície de nosso planeta, restringindo o acesso à visualização do fenômeno.

No dia 26 de fevereiro de 1998, quinta-feira da semana do Carnaval, um desses aconteceu e pôde ser visto de Aruba, de Curaçao e de alguns pontos da Venezuela, Colômbia e Panamá. Estivemos em Aruba e pudemos colocar o quarto risco em nosso telescópio, como marca pelo quarto eclipse total do Sol que assistimos (Tefé-AM-91, Chuí-RS-92, Foz do Iguaçu-PR-94 e Aruba-98).

Mais uma vez vimos a indescritível cor cinza da coroa do Sol, formada por gases a altíssimas temperaturas (cerca de 1 milhão de graus Celsius) e que só se mostra no momento da totalidade de um eclipse total. Uma jóia no céu, uma jóia rara que só aparece por cerca de 3 minutos em alguns poucos pontos do planeta e apenas de tempos em tempos. Estudados desde os tempos antigos, os eclipses solares acontecem em um mínimo de duas vezes e num máximo de cinco vezes em um ano. Embora não seja um fenômeno tão raro como se costuma afirmar, ele ganha esta fama em função do reduzido número de pessoas que podem assisti-lo. Se você já viu um eclipse em sua região, perca a esperança de ver outro no mesmo local. Esta repetição só acontece a cada 2 ou 3 séculos.

Foto do Sol obtida com filtros especiais mostrando a intensa atividade magnética do Sol. Obtida na Internet no site do observatório SOHO.

Tivemos a oportunidade de conseguir boas fotos num total de 30 e algumas delas estão logo abaixo. A primeira mostra o início do eclipse. Algumas outras mostram o chamado anel de diamante, instante em que o Sol está quase todo coberto pela Lua, formando um anel de fraco brilho, mas com um restinho à mostra, compondo um enorme e brilhante diamante na periferia do anel. As demais, mostram a coroa solar, com todo o seu esplendor. As diferenças entre as fotos se devem aos diferentes tempos de exposição que foram usados, de 1/125 segundos a 1 segundo.

Alguns brasileiros que encontramos por lá sequer sabiam que aconteceria um eclipse naquele dia e que isso não os faria mover-se dois metros da piscina. Depois do eclipse disseram-nos que esperam ter a sorte de não morrer antes de ver outro.

Clique aqui para ver as fotos do eclipse

Pesquisa e autoria dos professores César, Sezar e Bedaque