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Essas tão mal faladas piranhas As piranhas ganharam má fama internacional depois de alguns filmes de horror em que foram as principais protagonistas. Num desses filmes, piranhas carnívoras são acidentalmente soltas num rio de uma região de veraneio e fazem dos convidados sua refeição predileta. São criadas em aquários em vários lugares do mundo, constituindo-se em verdadeiros bichos de estimação!
O que há de verdadeiro quanto às piranhas, e até que ponto é justificado o pavor que elas causam? Conhecem-se muitas espécies de piranhas na região amazônica e no Pantanal Mato-grossense. Esses animais têm um tamanho entre 20 e 60 cm. A maioria das espécies é vegetariana; algumas se alimentam de restos de animais e vegetais. No entanto, as mais conhecidas piranhas são as carnívoras. Assim mesmo, nem todas as piranhas carnívoras representam um verdadeiro perigo para o ser humano; considera-se que apenas quatro espécies podem ser perigosas. O temor às piranhas deve-se principalmente às suas poderosas mandíbulas, armadas de dentes extremamente afiados, adaptados a cortar a carne das presas. Elas se alimentam de outros peixes, de anfíbios, de aves e até de mamíferos de porte maior. Levadas pela fome, elas atacam-se umas às outras. É bastante freqüente, mesmo em aquários, perceber mordidas nas suas nadadeiras, causadas pelas companheiras. As piranhas carnívoras são atraídas pela agitação na água, como aquela produzida por um animal ferido; também percebem com facilidade o cheiro de sangue. Uma vez estimuladas a atacar, são capazes de reduzir com rapidez um mamífero de grande porte a um esqueleto, embora esses incidentes sejam relativamente raros. Na realidade, as piranhas nos últimos anos têm se constituído num perigo maior, já que estão proliferando de forma preocupante. Isso, sem dúvida, é reflexo do desequilíbrio ecológico que o ser humano provocou nas regiões em que elas vivem. Um fator importante tem sido a matança descontrolada de jacarés, que funcionam normalmente como predadores das piranhas, nas cadeias alimentares. Por terem diminuído, os jacarés têm deixado de controlar as populações de piranhas da região, que dessa forma sofrem uma verdadeira explosão populacional. Pesquisa
e autoria dos professores César, Sezar e Bedaque |