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O Perfil dos Autores

Sezar Sasson

Eu sou o Sezar, o da extrema direita da foto. É provável que você estranhe: é assim mesmo que se escreve o nome dele? Com toda a razão. Na realidade, meu nome deveria ter sido um César normalzinho, como qualquer César que se preza; mas por erro na hora da confecção de documentos de identidade, meu nome foi grafado desse jeito, e acabou ficando assim! Desconfio que eu seja o único Sezar no Brasil!

Sou biólogo de formação, me graduei pelo Instituto de Biociências da USP no final da década de 60 (faz tempo, né?). Além de minha mulher e duas filhas, tenho dois netinhos, minhas maiores paixões. Minha parceria com meus dois colegas da foto é bastante antiga. Conheço o César da Silva, também biólogo, desde os idos de 1970, quando lecionamos juntos no Colégio Dante Alighieri, em São Paulo. Em 1977, nos associamos para produzir o Biologia - César e Sezar, que talvez você conheça. Publicado no início por outra editora, está agora nas mãos da Editora Saraiva. Já o Paulo Bedaque, físico também pela USP, também trabalhou no Dante, porém depois de 1976, quando eu já havia saído de lá. Assim mesmo, convidados pela Saraiva, começamos a pensar no Ciências - Entendendo a Natureza, cuja primeira edição teve uma gestação muito longa, de quase 8 anos! Na realidade, esse longo tempo de trabalho com o César e, mais tarde, com o Paulo, fez com que ficássemos, além de parceiros, amigos.

Freqüento os tablados de escolas desde o meu segundo ano de faculdade, em 1965. Trabalhei em colégios estaduais e em colégios particulares; em colégios tradicionais e em escolas de proposta de educação renovada; no ginásio ensinando Ciências e no colegial, Biologia. Preparei muitas e muitas gerações de alunos para os vestibulares, no antigo Cursinho do Grêmio da Faculdade de Filosofia da USP, no curso CAPI de vestibulares, no curso Pré-Médico e por fim no Curso Anglo, onde trabalho até hoje, como autor, professor e supervisor do departamento de Biologia. Na prática, já são trinta e sete anos na "estrada" da educação, que refaria com prazer, se tivesse que recomeçar.

Computadores e eu temos uma intimidade de longa data. Vamos deixar bem claro: não sou um especialista, como é o Bedaque. Mas sou um usuário entusiasmado pela máquina. Meu contato com eles vem desde os tempos do TK 85, verdadeiro brinquedo que funcionava acoplado a um televisor e a um gravador de fita cassete. Tudo era gravado em fita; e na hora de carregar as informações no micro, era um sufoco total: dez tentativas para, no máximo, dois sucessos! Quando conheci o meu primeiro drive, nessas alturas utilizando um Apple, descobri que a felicidade, afinal, existe: o drive funcionava sempre, não falhava quase nunca, gravava uma infinidade de informações (pelo menos na época assim me parecia!). Depois, vieram os mágicos winchesters de 20 megas acompanhando os XT, os 286, os 386, os 486 DX2. Estou hoje escrevendo num obsoleto Pentium 200 MHz e logo logo terei de partir para uma máquina mais sofisticada. Sempre afirmo, embora muita gente não acredite, que melhorei como autor usando o computador. Tudo fica mais fácil; a máquina relembra o que escrevi há dois anos; posso aproveitar e remodelar um texto antigo, recortar um parágrafo, mudá-lo de lugar, mandar o texto pela Internet para o Bedaque criticar e sugerir, enfim, acho que a qualidade de meu trabalho melhorou muito com ele. Quando penso na primeira edição da nossa Biologia, toda manuscrita, e do sofrimento que representava escrever rascunhos e rascunhos, depois passá-los a limpo, para descobrir que ainda não estava no ponto certo! Fazer quinze versões do mesmo texto, com o computador, passou a ser uma brincadeira de criança! Um texto, evidentemente, só pode melhorar se for fácil você modificá-lo.

Da Internet então, que utilizo sistematicamente, nem se fala! É um tesouro de informações, para quem souber procurar, especialmente para nós, como autores e professores. É por isso, aliás, que estamos aqui com esta homepage.

Meus hobbies? Acho que o principal ainda é trabalhar. Gosto de cinema, leio muito, um pouco de tudo, inclusive ficção científica. Ler, para mim, é um vício antigo, arraigado desde minha infância, em que não havia televisão para competir com a leitura. Ouço muita música, sempre que possível ao vivo.

Chega, acho que falei demais!

   
Paulo Sérgio Bedaque Sanches César da Silva Júnior