Nascido em Belo Horizonte, no ano de 1965, Alexandre Azevedo é professor de literatura brasileira e portuguesa em colégios de Ribeirão Preto e região. Autor de mais de setenta obras, entre infantis, juvenis e adultas.
Como você avalia a sua carreira após 20 anos?
Certa vez, Jorge Amado disse: "além de talento, o escritor precisa de sorte". E eu tive essa sorte quando a Atual Editora apostou no meu trabalho literário. Era muito jovem e morava numa cidade muito distante dos grandes centros. E há 20 anos, em 1989, saía o livro "Que Azar, Godofredo!". Meu sonho não era ter apenas um livro publicado, mas sim, seguir a carreira de escritor. Era isso que eu queria para mim, mesmo sabendo das dificuldades enfrentadas por um escritor. Eu nunca pensei: vou desistir. Pelo contrário. Alguns escritores,
como Luís Fernando Veríssimo, Ziraldo e Lourenço Diaféria, também foram muito gentis comigo, prefaciando os meus três primeiros livros de crônicas. Dessa maneira, sendo editado pela Atual e “apadrinhado” por três grandes autores, entrei pela porta da frente da literatura.
Por que escrever um livro?
Para que cada vez haja mais leitores em nosso País. Nas palestras e nos encontros com os meus leitores, sempre digo: ler é mais importante que escrever! Mas precisamos de escritores para que haja leitores...
Como procura estimular o mundo lúdico de uma criança?
Eu tive uma infância muito boa, daquelas de moleque: joguei muito futebol de rua, com o “campinho” marcado com as riscas de um tijolo; empinei papagaio até anoitecer; andei de carrinho de rolimã (ainda existe isso?); tomei banho de chuva; fora as brincadeiras tradicionais que toda criança brinca. É essa minha infância que serve de inspiração para os meus textos infantis. Mostrar uma infância simples e feliz, quer estímulo melhor que esse?!
Qual a importância de começar a ler livros na infância?
É fundamental para a formação do futuro cidadão. Ler desde cedo faz toda a diferença. Um pequeno leitor será, sem dúvida nenhuma, um grande leitor no futuro. É preciso formarmos leitores para que tenhamos cidadãos conscientes, consequentemente, teremos um País melhor.